Conheça as 5 maiores dificuldades das mães durante a amamentação


A amamentação é uma das fases mais decisivas para a vida de um bebê. É do leite materno que ele se alimenta e que seu organismo se nutre, fortalecendo também seu sistema imunológico e criando vínculos ainda mais estreitos de afeto com a mãe.

No entanto, pouco se fala sobre os desafios desse período lactante, especialmente para as mães de primeira viagem. Aliás, esse foi o grande motivo da campanha Agosto Dourado.

Especialmente nos primeiros dias de vida do bebê, é comum que as mães enfrentem dores terríveis durante a amamentação, que fiquem com febre, que os mamilos rachem e sangrem muito, tornando impossível que elas continuem alimentando os filhos, por exemplo.

As dificuldades, como você vai conferir abaixo, não são poucas (e, claro, não quer dizer que você vai enfrentar todas ou alguma delas). No entanto, com dedicação e informação é possível superar os desafios e encarar a missão com serenidade.

Conheça as 5 maiores dificuldades das mães durante a amamentação:

1. Dor na amamentação

Embora a amamentação seja essencial para a saúde do bebê e reforce o laço entre mãe e filho, a verdade é que um dos maiores desafios da mulher nessa fase pode ser a dor (real) do aleitamento materno.

Especialistas explicam que a sucção feita pela criança, e si, pode causar dor. Sem contar que o bico do seio pode rachar, os seios podem ficar muito cheios, ingurgitados, é possível que a mãe sofra com mastite e assim por diante. Isso, sem contar que, à medida que o bebê cresce e os dentes nascem, é possível que ele morda o seio durante a amamentação.

Como resolver?

A boa notícia, no entanto, é que a maioria dos desconfortos dessa fase se restringem às primeiras semanas. Nessa fase de adaptação, é preciso ter paciência e evitar medidas impensadas, como a suspensão da amamentação.

O uso de pomadas é contraindicado pelo contato direto com o bebê. Por isso, o correto é procurar ajuda do seu médico e expor o problema.

No caso das mamas muito cheias, por exemplo, os médicos podem recomendar as ordenhas de alívio, quando a mãe tira um pouco do leite para evitar a sensação de rigidez dos seios.

2. Pouco leite

Não é difícil conhecer por aí mães que acham que têm pouco leite ou que o leite que produzem é fraco para o bebê. O sinal disso, segundo a sabedoria popular, pode ser percebido quando o bebê não para de chorar.

Conforme especialistas, essas situações não existem por parte da mãe. O que pode acontecer é uma espécie de desequilíbrio causado quando o bebê não suga o seio adequadamente. Os médicos explicam que quando o ducto mamário está vazio, o corpo acaba produzindo mais leite e isso não é uma questão de deixar o bebê horas no peito.

A exceção para esse caso, como explicam os médicos, é quando a mulher já passou por cirurgias mamárias, como de redução do tamanho das mamas ou de correção da flacidez dos seios.

Como resolver?


A recomendação é para que a mãe escolha ambientes tranquilos e confortáveis para fazer a amamentação da criança, já que isso permite que ela esteja relaxada e que o bebê seja ensinado a mamar direito. Além disso, a alimentação da mãe pode influenciar bastante, assim como sua ingestão de água e, claro, seu estado emocional.

Outra coisa que ajuda a resolver o problema da baixa produção de leite é o fato de oferecer o seios mais vezes para a criança, já que quanto mais o bebê mamar, mais leite será produzido.

3. Bico invertido

Mães que têm o bico do seio voltado para dentro da mama e não para forma também podem enfrentar dificuldades na hora da amamentação.

Desesperadas com a situação, é comum que muitas mães ajudem a formar o bico do seio, utilizando artifícios como o bico de silicone e as conchas, que podem mais atrapalhar que ajudar a criança.

Como resolver?

Especialistas explicam que o incômodo, na verdade, não impede a amamentação. Nos primeiros dias é comum que a mãe e a criança tenham mais dificuldade, mas é possível ajudar a postura, colocando o bebê mais próximo do corpo da mãe, por exemplo, ou fazer massagens para tentar estimular os mamilos.

Mas, se esse é o seu caso e você ainda não deu à luz, não há nada o que se possa fazer. Quando você começar a amamentar, fazer uma “prega” com a mão na hora da mamada pode ajudar o bebê a pegar o seio corretamente.

4. Críticas e falta de apoio

Como já mencionamos, o estado emocional da mãe também influencia muito na produção do leite e no ato de amamentar a criança. Críticas e visitas muito longas, por exemplo, podem perturbar a paz das mães, especialmente nas primeiras semanas do aleitamento, e devem ser evitadas.

Como resolver?

Não tenha medo de dizer que comentários não são bem-vindos, caso se sinta recriminada pela frequência da amamentação, por exemplo.

E, no caso dos parentes que insistem em ficar por perto, oferecendo ajuda, não exite em distribuir tarefas para afastá-los do seu momento com o bebê: peça para que vão ao supermercado, às feiras, que façam comida, levem os filhos mais velhos ou os pets para passear e assim por diante.

5. Falta de informação e inexperiência

Apesar de muitos pais de primeira viagem entrarem em cursos que auxiliem nos primeiros cuidados com o bebê, nem sempre eles são instruídos sobre os desafios da amamentação.

Como resolver?

Contratar um consultor de amamentação um visitar um especialista em aleitamento materno é fundamental para que a mãe e a família se prepare para esse momento. Esse profissionais conduzem os pais, oferecem materiais e apoio, munindo até mesmo os mais inexperientes com informações seguras e transmitidas com responsabilidade.